O LSD, produz grandes alterações no cérebro, atuando diretamente sobre o
sistema nervoso e provocando fenômenos psíquicos. É uma substância
sintética, produzida em laboratório, que adquiriu popularidade na década
de 60, quando não era vista como algo prejudicial à saúde.
• O
princípio ativo da droga é o MDMA, ou Metilenodioxometanfetamina, e
apenas algumas frações de grama são necessárias para acarretar efeitos
no ser humano; 0.05mg podem causar até 12 horas de alucinações.
LSD
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
COMO POSSO SER USADO?
Pode ser consumida por via oral, injeção ou inalação, e se apresenta em forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina e líquida; seus efeitos duram de oito a doze horas.
ONDE SOU USADO
O LSD é mais usado por adolescentes e jovens, principalmente em "raves"
que querem experimentar visões e sensações novas e coloridas.
COMO FUI CRIADO?
O LSD, ou mais precisamente LSD25, é um composto cristalino, que ocorre naturalmente como resultado das reações metabólicas do fungo Claviceps purpurea, relacionado especialmente com os alcalóides produzidos por esta cravagem. Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943, o químico suíço Albert Hofmann descobriu os seus efeitos de uma forma acidental.
O número 25 representa a
25ª síntese da ergotamina que resultou no LSD. Antes do LSD, Albert
Hofmann sintetizou outras 24 substâncias a partir da ergotamina, a fim
de encontrar a que continha os efeitos abortivos desejados na pesquisa
realizada.
O LSD foi criado em 7 de abril de 1938 pelo químico alemão Dr. Albert Hofmann nos Laboratórios Sandoz em Basel, Suíça, como parte de um grande programa de pesquisa em busca de derivados da ergolina
em síntese dos derivados do ácido lisérgico para uma substância que
impedisse o sangramento excessivo após parto. A descoberta dos efeitos
do LSD aconteceu quando Hofmann, após manuseio contínuo de substâncias
(A pequena quantidade de LSD absorvida pelo contato com a pele é o
suficiente para produzir seus efeitos) se viu obrigado a interromper o
trabalho que estava realizando devido aos sintomas alucinatórios que
estava sentindo.
Suas propriedades
psicodélicas permaneceram desconhecidas até 5 anos depois, quando
Hofmann, dizendo sentir um “pressentimento peculiar”, voltou a trabalhar
com a substância química. Ele atribuiu a descoberta dos efeitos
psicoativos do composto a uma absorção acidental de uma pequena porção
em sua pele em 16 de abril, que o levou a testar em si próprio uma dose maior (250 µg) em 19 de abril. Dr.
Hofmann então chamou um médico, que não encontrou nenhum sintoma físico
anormal, exceto suas pupilas dilatadas acentuadamente. Depois de passar
várias horas apavorado achando que havia sido possuído por um demônio,
que sua vizinha era uma bruxa e que seus móveis estavam o ameaçando, Dr.
Hofmann temia que ele havia se tornado completamente insano.
Os serviços de inteligência
da guerra fria estavam muito interessados nas possibilidades de
utilizar o LSD em interrogatórios e em controle de mente, e também para
uma engenharia social de larga escala. A CIA
conduziu diversas pesquisas sobre o LSD, das quais a maioria foi
destruída. O LSD foi a área central de pesquisa do Projeto MKULTRA, um
codenome para o projeto da CIA de controle de mentes. As pesquisas deste
projecto tiveram início em 1953 e continuaram até 1972. Alguns testes também foram conduzidos pelo Laboratório Biomédico do Exército dos Estados Unidos. Voluntários tomaram LSD e então passaram por uma bateria de testes para investigar os efeitos da droga nos soldados.
Baseado nos registros públicos disponíveis, o projeto parece ter
concluído que a droga era de pouco uso prático para o controle de mente,
levando o projeto a desistir do seu uso. Os projetos da CIA e do
exército norte-americano se tornaram muito controversos quando eles
vieram ao conhecimento da população nos anos 1970, já que os
voluntários dos testes não eram normalmente informados sobre a natureza
dos experimentos, ou mesmo se eles eram testados nos experimentos.
Muitas pessoas testadas desenvolveram doença mental severa e até
cometeram suicídio após os experimentos. A maioria dos registros do projeto MKULTRA foi destruída em 1973.
O governo britânico também
se interessou em testar o LSD; em 1953 e 1954, com os cientistas
trabalhando para procurar uma “droga da verdade”. Os voluntários dos
testes não eram informados de que estavam consumindo LSD, e foi
informado a eles que estavam fazendo pesquisas para outras doenças. Um
voluntário, na época com 19 anos, relatou ver “paredes derretendo, e
rachaduras aparecendo nos rostos das pessoas, olhos que corriam nas
bochechas, entre outras figuras”. Depois de manter os testes em segredo
por muitos anos, o governo britânico aceitou em 2006 pagar aos
voluntários uma compensação financeira. Assim como a CIA, os britânicos
decidiram que o LSD não era uma droga útil para propósitos de controle
de mente.
O LSD é, por massa, uma das
drogas mais potentes já descobertas. As dosagens de LSD são medidas em
microgramas (µg), ou milionésimos de um grama. Em comparação, as doses de quase todas as drogas, sejam recreacionais ou médicas, são medidas em miligramas (mg), ou milésimos de um grama. Hofmann determinou que uma dose ativa de mescalina,
aproximadamente 0,2 a 0,5 g, tem efeitos comparáveis a 100 µg ou menos
de LSD; em outras palavras, o LSD é entre cinco ou dez mil vezes mais
ativo que a mescalina.
Enquanto uma dose típica
única de LSD pode estar entre 100 e 500 microgramas — uma quantidade
aproximadamente igual a um décimo da massa de um grão de areia — seus
efeitos mínimos já podem ser sentidos com pequenas quantidades como 20
microgramas.
QUAIS SÃO OS MEUS EFEITOS?
Os
efeitos variam conforme a pessoa, considerando seu estado psicológico
momentâneo e o contexto físico em que se insere (ambiente), podendo ser agradáveis
ou muito desagradáveis. O LSD pode provocar ilusões, alucinações (auditivas e
visuais), grande sensibilidade sensorial (cores mais brilhantes, percepção de
sons imperceptíveis), experiências místicas, flashbacks, paranóia, alteração da
noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, perda do controle
emocional, sentimento de bem-estar, euforia alternada com angústia, pânico,
ansiedade, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por
“má viagem” (bad trip). Além de todos esses fatores, os efeitos podem ser
divididos em dois grupos:
Físicos: Tremores, aumento da temperatura
corporal, da frequência cardíaca, e da pressão arterial, pupilas dilatadas,
aumento da glicemia, suores, perda de apetite, náuseas, tontura, parestesia
(queimação da pele), boca seca, insônia e convulsão.
Psíquicos: Durante o uso do alucinógeno são
produzidos fenômenos alucinatórios que envolvem alterações nas percepções:
auditivas, visuais, gustativa, olfativa, táctil, perda do limite entre o espaço
e o próprio corpo, despersonalização, sensações de pânico e medo, ou ainda
sinestesias, que é uma confusão de informações sensoriais, delírio, sensações
alternadas e simultâneas de alegria e tristeza, de relaxamento e tensão, e apreensão
constante.
OBS: O uso do LSD poderá tornar-se crônicos que acabará causando:
depressão profunda, surtos de esquizofrenia, reflexos exaltados e perda da
memória.
DA ONDE VENHO?
PRINCÍPIO
ATIVO:
O nome
LSD, ou mais precisamente, LSD25, é uma
abreviatura da dietilamina do ácido lisérgico. Essa droga é sintetizada
a partir da cravagem de um fungo do centeio e quando extremamente diluída,
apresenta-se em barras, cápsulas, tiras de gelatina, líquidos, micro pontos ou
folhas de papel secante (como selos ou autocolantes).
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